quinta-feira, 22 de abril de 2010

Meu Beijo

O beijo que tenho não me pertence, apenas desempenho-o de maneira única, acompanhando o compasso da canção, do outro beijo.
Um beijo não se da, se oferece, se degusta, nunca se aprende, se descobre, se aprimora.
O beijo não termina apenas se pausa.
O meu beijo, não é igual ao teu, não é melhor ou pior, é apenas exclusivo, e isto se garante na alteração do meu par.
Os beijos que compartilho se tornam beijos no instante que se encontra em outra boca, em um rosto ou em uma mão.
Mas se beija também, uma foto, uma roupa, um espelho e porque não uma lembrança.
O beijo não é divino, não é puro, não é pecado, talvez seja o auge de um flerte, da paquera, uma excitante continuação do jogo de olhares.
O beijo não se pede não se implora, mas talvez se espere se deseja, se atormenta.
Todo beijo é valido, o de amor, o de ódio, o de adeus, aquele sem querer, aquele errado, o beijo frio, o beijo falso.
Não existe o melhor, e sim o mais bem dado, e tenha a certeza que esse em breve será superado.
Beije sem medo, sem pressa, sem dó... Beije de verdade, curta esse momento de realidade.
Nunca beije de mentirinha, não tente enganar o coração, porque talvez até consiga enganar a si mesmo o seu próprio, mas lembre-se que a outra boca pode se entregar nessa suposta enganação.


Coyote.

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