quinta-feira, 22 de abril de 2010

Meu Medo

Sentir medo todo o mundo sente, todos temem algo, receiam vivenciar certas situações, difícil mesmo é reconhecer né.

Medo para muitos reflete uma fragilidade e de certa forma, o medo se faz o limite, o máximo que podemos chegar, e isto é uma vergonha, algo inaceitável em meio a um meio que nos estimula a ultrapassar, a ir alem, a desvendar todo e qualquer desconhecido.
Em nossa mente, também se inicia uma batalha sangrenta entre o medo e o “eu quero”.
Mas medo pode sim ser algo agradável ou talvez, algo menos detestado, basta que se aprenda a dominá-lo. Parece algo difícil? Afinal, como vencer aquilo, ou aquele que até me tão tem total controle sobre nós?
Acabar com o medo, será que isto é mesmo possível?
Creio que não, o medo ou o sentir o medo é uma sensação, um sentimento que compõe e completa a trajetória do viver.
Ninguém vive sem medo, assim como ninguém vive sem amor, ódio, talvez porque já iniciamos nossa vida com todos esses.
Alguns conseguem minimizações e outros até mesmo não os expõem.
Triste são esses... Incapazes de assumirem o que são o que possuem esse sim é o medo que deveria ser o mais temido, o mais cruel e repulsivo.
Meus medos são meus e não tenho medo algum em ter, e tão pouco de senti-los. Alguns eu ate encaro, enfrento e outro simplesmente sinto, me entrego a eles, os enganos, deixo-os acreditar que me dominam e depois retomo minha vida.
Ter e sentir o medo também são viver, mas não vivo em função dele, e tão pouco em função de um único sentimento ou sensação.


Vivo por mim, convivo com você e me aprimoro com minha vida!



Coyote.

Meu Amor

Hoje aqui estou para falar do amor, porém desta vez, vou relatar sobre o meu amor, como o sinto, como o vejo e como o entendo.

O meu amor não é igual ao de ninguém, é exclusivamente meu desenvolvido pelo meu “Eu”, e sempre dedicado a certo “Alguém”.
Sempre gostei de ler sobre o amor; poemas, versos, frases e atem mesmo grandes historias cada uma com sua percepção diferente e com algumas semelhanças entre si, mas ainda sim, tão únicas, tão simples, tão ímpares.
Para mim, o amor é o sentimento que não se explica não se descreve e tão pouco se desvenda... Acredito que é isso que o amor tem de melhor.
Amor é para se sentir, para se viver, se degustar e concluir que o gosto é sempre desconhecido.
Amor também é para se entregar, doar, reviver e porque não, se esconder, se evitar (ou tentar evitar), e claro; Amor também morre, termina, se chega ao fim.
Até pouco tempo atrás, acredita que o amor era eterno, apenas dedicávamos em porções diferentes para pessoas diferentes.
Mas hoje, vejo que não.
O amor que senti pela primeira vez se foi se acabou e depois amei novamente, outros amores, outras pessoas, novas identidades e com isso, novas sensações.
Meu coração se acelerava sempre, mas em freqüências diferentes e principalmente por vidas alheias.
Acredito que hoje sou mais feliz assim, porque antes me questionava o porquê se acabava se ainda sentia esse amor tão vivo dentro de mim, mas agora é diferente, vejo amores que vivi que senti amores criados, crescidos, bem vividos e finalmente enterrados.
Talvez sinta certa frieza, praticidade talvez entre minhas palavras, e quem sabe seja quase isso mesmo.
Aprendi a curtir todas as fases do amor: Começo, enredo e o fim.
Não tenho mais o medo de chorar o amor acabado, e tão pouco reconhecer o fim da relação quando já não vejo nela a base principal.
Amor sempre é amor, seja por você, por outro, sei que sempre irei senti-lo.
Saudade? Sim, vou sentir, sinto sempre dos amores que vivo, mas sentir saudade também é viver.
Enfim, hoje tenho um amor, certo alguém, e desejo que seja eterno, mais se não for que seja lindo e bem vivido, ao menos enquanto durar.


Coyote.

Meu Beijo

O beijo que tenho não me pertence, apenas desempenho-o de maneira única, acompanhando o compasso da canção, do outro beijo.
Um beijo não se da, se oferece, se degusta, nunca se aprende, se descobre, se aprimora.
O beijo não termina apenas se pausa.
O meu beijo, não é igual ao teu, não é melhor ou pior, é apenas exclusivo, e isto se garante na alteração do meu par.
Os beijos que compartilho se tornam beijos no instante que se encontra em outra boca, em um rosto ou em uma mão.
Mas se beija também, uma foto, uma roupa, um espelho e porque não uma lembrança.
O beijo não é divino, não é puro, não é pecado, talvez seja o auge de um flerte, da paquera, uma excitante continuação do jogo de olhares.
O beijo não se pede não se implora, mas talvez se espere se deseja, se atormenta.
Todo beijo é valido, o de amor, o de ódio, o de adeus, aquele sem querer, aquele errado, o beijo frio, o beijo falso.
Não existe o melhor, e sim o mais bem dado, e tenha a certeza que esse em breve será superado.
Beije sem medo, sem pressa, sem dó... Beije de verdade, curta esse momento de realidade.
Nunca beije de mentirinha, não tente enganar o coração, porque talvez até consiga enganar a si mesmo o seu próprio, mas lembre-se que a outra boca pode se entregar nessa suposta enganação.


Coyote.