quarta-feira, 7 de abril de 2010

Homofobia, Vítimas de Sua Própria Causa.

Primeiramente é bom esclarecer que sou plenamente a favor de toda e qualquer conquista direcionada para o publico gay, afinal sei bem quais os efeitos de uma vítima desse preconceito. Minha opção sexual ainda hoje, é alvo da evidencia a tosos os instantes e essa super exposição nem sempre é positiva.

Mas não pude deixar de notar, a forma exagerada que se tornaram as vítimas desta tão temida homo fobia.
Tenho a impressão que tudo é homo fobia, os processos nesta categoria vem batendo recordes e se bem analisados, por motivos banais.
Sinto que o gay não se considera capaz ou obrigado a se defender, se impor e porque não se expor.
Qualquer pequena indiferença ou diferença, e até as mais relevantes e irrelevantes discussões, se tornam processos homofóbicos.
Concordo que a lei esta ai para ser desfrutada e consequentemente cumprida.
Mas vamos ponderar sobre o caso. Lembre-nos da nossa capacidade de resolver nossos próprios pequenos problemas, nossas poucas e ao mesmo tempo, inúmeras diferenças.
E falando em tempo, que tal unir ele a nossa força, nossa predisposição, nossa alegria, nossa capacidade de convencer, nossa criatividade e principalmente, nossa união, e direcionarmos em causas realmente relevantes.
Visitar um asilo, um hospital, um orfanato, prestar apoio realmente efetivo em ONGs e projetos no combate a miséria, a fome, a AIDS, a dengue, a guerra e por ai vai...
Eu apoio as manifestações gays, sou completamente a favor em destacar que somos o que somos, e ser gay, não é doença, mais me revolto com os movimentos de hoje.
Parada GLS, que hoje poderia ser também chamada de Festa da Orgia, Festa do Tudo Pode, e porque não substituir o Orgulho por Vergonha Gay.
Estar em destaque é importante, porém existem diversas formas em se fazer isso, e é inquestionável que uma considerável parcela não esta no caminho correto



               Diego de Lima

O Medo da Despedida

Muitas vezes, somos dominados pelo Medo em pequenas doses, porem, estas se fazem tão eficazes que quando o efeito se evidencia, pode ser tarde demais para expulsa-lo, mas ainda sim, é possível ter viva a sensação de esperança.

Um exemplo típico é o medo de perder alguém, o medo de uma partida, sem um adeus; aquele com a ausência da despedida.
Em tais momentos, todos os diálogos são intensos, validos e de alguma forma, estão figurando o Adeus que não se consegue dizer.
Os sinônimos desse Adeus são os mais variados, um Adeus que nunca será dado.
O medo da despedida não é a falta de coragem, mas talvez, o desejo de eternizar, aquela ultima imagem.


                Diego de Lima

Atreva-se

A momentos na vida, que o atrevimento e a chave para uma nova fase.

O medo talvez não esteja em errar, e sim na incapacidade de aprender algo com ele.
É preciso ser capaz de cometerem falhas e, é indispensável o dom de reconhecê-las.
Nem todas as falhas podem ser remediadas e outras jamais serão consertadas, porém muitas dessas sem dúvidas podem não ser reprisadas.
Não existe a necessidade de fazer da vida, uma longa metragem de pura adrenalina, mas compreender que a vida é para ser vivida, também é uma dádiva divina.
Ser sábio não é o mesmo do que ser esperto.
Ser rápido não o faz chegar mais perto.
Ser o melhor não o torna eterno.


           Diego de Lima

Extravasando

Já fui apontado, criticado.

Injustiçado e condenado.
E sem defesa, pisoteado.
E minimizado por familiares.
Não aceitam minhas opiniões
E ignoram minhas opções
Acham-se corretos, sem defeitos.
Os melhores de todos os jeitos.
Mas decidi não maximiza-los
São entes queridos e alguns
Pouco amados.
Não sou egoísta e nem ignorante
Mais não sei viver escondido, e no me vejo o errante.
Quero ser o que sou e amar quem eu amo.
Poder viver a minha vida ao menos por um ano.
Sei que tenho esse direito
E isso nem é defeito.
Quero poder viver sem esse medo
De receber na “cara”, o apontar do seu dedo.


                    Diego de Lima

Coisas Simples

A vida por si só, é uma dádiva.

Tão inexplicável tão sublime.
E não saber viver essa vida
Sem dúvida se torna um crime.
Talvez se levante uma questão,

Como não fazer da vida, uma passagem em vão?

Sonhar e querer são válidos
Mas ainda não é viver.
Deseje, faça e descubra o gosto de Poder.
Poder abrir os olhos, poder caminhar.
São coisas bem simples, mas que um sentido na vida ainda pode dar.
Atos, ações, atitudes bem simples, muitos por aí já não podem fazer.
E outros ainda, perdem a dádiva do viver.
Valoriza cada abraço e lamente sim, os beijos não dados,
Evidencie o valor de caminhar com as próprias pernas.

Repito:

“São coisas simples, porém também não são eternas”.

Comece ainda hoje, porque não agora?

A dádiva da leitura, também é uma glória.



                                 Diego de Lima